Protestos de sábado deixaram 12 mortos, diz governo da Síria
Latakia registrou mais um protesto popular contra Bashar Al-Assad
O governo sírio afirma que 12 pessoas, incluindo integrantes das
forças de segurança, foram mortas na onda de violência registrada
nesse sábado na cidade costeira de Latakia.
O local foi palco de mais um protesto popular contra o governo do
presidente Bashar Al-Assad, no poder desde 2000, em meio à onda de
manifestações pró-democracia no mundo árabe.
Nesse sábado, em Latakia, manifestantes chegaram a colocar fogo no
prédio do partido do governo, o Baath. Além dos 12 mortos, o governo
afirma que 200 pessoas ficaram feridas no protesto.
O governo disse ainda que atiradores não-identificados dispararam
contra a multidão de cima de prédios. Enquanto as autoridades culpam
"gangues armadas" pelos atos de violência, os opositores afirmam que o
governo está por trás dos ataques.
Segundo a organização Anistia Internacional, pelo menos 55 pessoas
morreram na Síria na semana passada, quando os protestos se
intensificaram.
A crise no país começou há mais de uma semana, quando moradores da
cidade de Deraa protestaram contra a detenção de 15 crianças por terem
escrito frases contra o governo em um muro.
Nesta sexta-feira, cerca de 20 pessoas morreram em Deraa quando homens
armados dispararam contra uma multidão que protestava na cidade, de
acordo com testemunhas.
O governo tem atribuído os atos de violência à influência estrangeira
e a "desordeiros" que desejam espalhar o pânico entre a população. A
Síria vive sob estado de emergência desde 1963, e a dissidência
política não é permitida.
No entanto, uma autoridade síria afirmou que, em resposta ao levante
popular, o governo tem planos de levantar o estado de emergência e dar
início a reformas na mídia do país nos próximos dias.
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