Entoando versos como ‘Ô, abre alas, que eu quero fumar’, cerca de 5 mil pessoas, segundo a estimativa da Polícia Militar, caminharam na tarde deste sábado pela orla de Ipanema, durante a ‘8ª Marcha da Maconha’. A manifestação só pôde acontecer por causa de uma liminar, que permitiu aos ativistas defender a descriminalização e legalização da droga, porém, sem incentivar o uso.

Manifestantes levaram faixas e reproduziram um cigarro de maconha
De acordo com a PM, 30 homens foram destacados para fazer a segurança do evento. No final da passeata, cinco jovens manifestantes foram detidas. Duas não quiseram se submeter a uma revista policial, foram encaminhadas à 14º DP (Leblon) e liberadas em seguida. Outros três foram levados à delegacia após colarem um adesivo favorável à descriminalização da droga na motocicleta de um PM.
Segundo Renato Cinco, um dos organizadores da marcha, a ideia é trazer a discussão sobre as mudanças que podem acontecer na sociedade caso a maconha seja legalizada. “O dinheiro está nas mãos do crime. Uma das principais causas da violência é a disputa pelo mercado de drogas. A gente vai falar para ninguém usar”, justificou.
O secretário estadual de Meio Ambiente, Carlos Minc, também participou da marcha e defendeu os usuários. “O usuário não é criminoso e há 80 mil deles no Brasil. As prisões estão cheias, esse dinheiro tem que ser gasto com educação”, reclamou.
Entre os poucos artistas que apoiaram a manifestação estava o cantor Tico Santa Cruz. “Não faço apologia a nada, mas acho que quem é contra a legalização é a favor do tráfico. E uma sociedade tabagista e alcoólatra como a nossa não tem moral para falar mal da maconha”, disparou.
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