BRASÍLIA "Informativo livre"- A presidente Dilma Rousseff disse na última quarta-feira que a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) não é 'capricho' do Brasil e que a entidade 'envelheceu'.'Fica patente do ponto de vista da segurança, a ONU também envelheceu', discursou a presidente na formatura de novos diplomatas no Itamaraty, em Brasília. 'A reforma da ONU não é, portanto, um capricho do Brasil.'
A reformulação do Conselho de Segurança é uma das bandeiras da diplomacia brasileira, que defende a ampliação do grupo de membros permanentes e que possui direito a veto nas votações.
Para a presidente, a 'onda de democracia' no norte da África e em países árabes apenas comprova a necessidade de reforma da ONU.
Em um discurso que destacou pontos da política externa de seu governo, Dilma citou também a maior participação de países emergentes em organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, e defendeu um sistema 'multipolar'.
'As instituições internacionais de outrora se tornaram obsoletas... Há que reformar esta governança e dar a ela a representação que os países emergentes têm hoje no cenário internacional', declarou.
A questão dos direitos humanos, outra bandeira de Dilma, também foi citada pela presidente, que orientou os novos diplomatas a defendê-los 'em todas as instâncias internacionais, sem concessões, discriminações ou seletividade'.
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